quarta-feira, 25 de abril de 2018

O Berço que Chora e Sangra.


A mão que balançava o berço
Fora a mesma mão que vertia o sangue
A boca que cantava as cantigas de ninar
Fora a mesma boca que dizia: "Para aprender a não fazer isso nunca mais".

Ela era muito dura com a sua menina
Era apenas uma criança, fraca, franzina
Ela era amarga e doce, quente e fria
Era a mãe, a única, insubstituível.

O ódio e o amor tantas vezes se chocaram
Mas nunca a ela fora indiferente
As lições foram dadas de forma extremamente contundente.

O relacionamento mãe e filha fora interrompido com sua morte inusitada
Mas ela nunca desejara que se fosse tão cedo
As lições por ela recebidas marcaram mais do que a dor, o choro, e hoje apenas resta a saudade.

Anna Mattos.

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