terça-feira, 11 de julho de 2017

O Internato de Freiras... O Copo, a Água, o Olho... O Caminho Rumo à Magia Branca e Negra... As Entidades... O Vodu.



Ela foi nascida e criada na Igreja Católica Apostólica Romana. Fora batizada. Fizera a primeira comunhão. Assistia às missas e se confessava com frequência.

Foi aluna interna em um renomado colégio de freiras, onde formou-se em docente. Naquela época Normalista.

Casou-se. Teve duas filhas. Em casa possuía um altar com os santos de sua devoção, incluindo a santa que originara seu nome. À eles rezava e acendia velas diariamente. A casa também era incensada. Os dias santos reverenciados.

Um dia a convidaram para uma sessão de mesa branca. Compareceu. Deu-se o início do seu ingresso no alto espiritismo, como o chamam, ou kardecismo. Ao chegar, no local, havia pessoas sentadas em volta de uma mesa coberta com uma toalha branca e no centro encontrava-se um copo com água. Com a sua chegada, a água do copo ferveu, instantaneamente, e tanto ela como todos os presentes, no ambiente, puderam ver um olho fitando-os de dentro do copo. Algumas pessoas se assustaram, outras não.

Depois desse acontecimento, não tardou o convite para o baixo espiritismo, como o chamam, ou candomblé (uma das suas variantes). Também fora aceito. Lá aprendeu mais artes de magia. O sacrifício de animais. As oferendas. Os trabalhos às entidades ou orixás. Os rituais. Mas ainda era pouco. Seu desejo por conhecimento, no ocultismo, e suponho por fortalecimento era insaciável e incansável. Ela queria mais.

O vodu foi seu próximo destino. Às vezes via quando ela manipulava os bonecos e as agulhas. Parecia brincadeira de criança. Hoje, adulta, lamento por ela ter "brincado" com fogo como "brincou". Repudio quem a levou ao encontro dessas práticas. Por coincidência (?!), essa suposta pessoa faleceu, exatamente, no dia do aniversário dela, após anos de falecida. Data de natalício do meu ex, por coincidência (?!).

Ela morreu. Jovem. Linda. No leito do hospital chorou arrependida do caminho que trilhou na bruxaria. Ela fora uma bruxa fora dos livros infantis que li. Aprendeu que o único caminho que leva a DEUS é Jesus Cristo. Compreendeu em meio à dor. Sofreu. Pediu perdão. Rogou misericórdia. Creio que foi perdoada. Mas as consequências do seu envolvimento no mundo das trevas pagou com muito sofrimento e a sua vida. Para trás a magia branca e negra. Fora lavada no vermelho carmesim do sangue vertido em uma cruz. Foi-se desse mundo embalada pelo Santo Espírito. Não estava lá. Mas vi a cena e nunca me esqueci. Como esquecer tua morte, minha mãe?!

Anna  Mattos.

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