sábado, 26 de novembro de 2016

O Desamor...




Ele nunca se apresenta no começo
Ele pensa ser amor algum tempo
Ele nunca se dá conta de quando surge (ou sofre a mutação)
Ele tenta ser engano, por desespero da ânsia de amar.

Ele devasta o jardim, outrora florido
Ele desertifica a terra onde floresce
Ele destrói sonhos e projetos de vida
Ele dilui quimeras e votos de felicidades sempre eternas.

O desamor anuncia a tempestade ao longe
O desamor prenuncia a morte do amor
O desamor sentencia a perda, a dor.

O desamor jamais é esperado, ou desejado
O desamor nem sempre chega acompanhado (o que abala um dos lados)
O desamor nunca deixa rastros perfumados, ele sufoca, ele esmaga.

Anna Mattos.

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