domingo, 20 de setembro de 2015

Não Sei.




Não sei porque vim à existência.
Não sei para quem faço diferença.
Não sei se são sinceros os que para mim sorriem por aí.
Não sei ser diferente do que tenho sido até aqui.
Não sei qual a minha missão.
Não sei se chorar tem sido em vão.
Não sei para que sirvo realmente.
Não sei porque sou tão carente.
Não sei qual a intensidade da minha resistência.
Não sei ser alguém que vive na indiferença.
Não sei porque a gente erra mais do que acerta.
Não sei se existe hora certa.
Não sei para onde a vida me leva.
Não sei ser igual a toda à gente.
Não sei se cantar e dançar é mesmo estar contente.
Não sei qual o sentido de não saber ou de ter sabido.

Anna Mattos.

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