sábado, 15 de agosto de 2015

A mulher Anna Mattos...




Sua vida... seus segredos... seus sonhos... seus pesadelos... suas alegrias... suas desventuras... enfim, prometi me revelar e vou... aos poucos... e até certo ponto.
Só preciso da paciência do leitor... vou contar... não vai ser fácil... mesmo estando do lado de cá... sinto vergonha... fico corada... tenho frio na barriga... como se estivesse de frente para você que me lê agora... falar de mim nunca foi algo confortável... nem no divã... nem fora dele... Mas, como nunca deixei de cumprir minhas promessas... lá vai.
Não esperem muita coisa... sou humana... sou "normal"... dois olhos... dois ouvidos... um nariz... uma boca... lógico, tudo em uma cabeça só... membros superiores e inferiores... um umbigo (não sou a Eva).
Um cérebro completamente em erupção... ainda não sei o que quero ser quando "crescer", após quatro pós-graduações.
Um coração sofrido, mas, ainda, puro... sempre pronto para a próxima decepção... se eu deixar de acreditar nas pessoas, a vida acabou... porém, assim como num livro, sempre virá o próximo capítulo antes do fim... então, eu espero: pessoas melhores, momentos melhores, dias melhores.
Pode parecer meio estranho, entretanto estudar é a minha diversão. Livros são meu céu, meu mar, minhas estrelas, meus companheiros de aventuras, meus amigos de jornada. Leio tudo... Examino tudo... Julgo tudo... Para só depois formar minhas opiniões. Que, posteriormente, podem ser reformuladas ou até descartadas. Só tontos não mudam de ideia. Estou a citar alguém, que não me lembro. Ou seriam tolos. Talvez só burros. Não gosto de ofender animais "irracionais". Os "racionais" somente quando estritamente necessário (ou seja, no mundo de agora, quase sempre). Não vou buscar quem disse isso, porque o que importa é que esse alguém disse isso. Eu admiro o que ele disse. Minha memória anda péssima, mas sei que foi um homem. Já é alguma coisa. Quanto a ler é um vício que me é intrínseco. Gosto e leio de tudo um pouco (mentira, muito), até mesmo as bulas de remédio, desde tenra infância. Daí saio medicando todo mundo. Pensem na situação. Sou um tiquinho hipocondríaca. Eu confesso. O pior é que as pessoas confiam nas minhas dicas. O melhor é que ninguém morreu por segui-las, até agora.
Como comecei a falar dos meus defeitos (acreditem: não conseguirei enumerá-los, porque, confesso, são muitos), contarei alguns a título de confissão mesmo. Esperem, acho que ainda não estou preparada para expor o meu lado "bruxa". Mas esse dia vai chegar.
Vamos pular para as minhas qualidades. Possuo algumas. No entanto, prefiro não dizer a vocês que me acho uma das maravilhas da natureza, para não causar "efeitos colaterais" (eu e as bulas de remédios...), eu diria, não desejados aos leitores do blog. Só que existem variantes para essa minha megalomania. Não pensem que me olho, todos os dias, no espelho e digo: "Oi mulher mais linda e maravilhosa do universo." Isso depende do sol, da lua, das estrelas, do posicionamento dos planetas, da TPM (quando a última coisa, em todo planeta, que eu desejo ver é um espelho) e de inúmeros outros fatores contextualizantes.
Se eu me divirto? É claro! Quando a depressão (companheira antiga e pegajosa) deixa eu sair da caverna. Hiberno nas quatro estações. Ela só não consegue tirar o meu prazer da leitura. Digamos que esse seja meu ópio. Mas amo escrever, pintar, bordar, cinema, teatro, museus, músicas, poesias, bibliotecas, passeios, viagens, natureza, arqueologia, antropologia, mitologia (grega, romana e egípcia), paleontologia, gastronomia (antes executando, agora degustando), dentre outros. Amar. Vamos pular esse item. Tenho azar no amor. Daí a doçura do começo nunca compensa a amargura do desfecho. Infelizmente. Quem sabe a sorte me sorria um dia nesse quesito.
Minhas áreas de interesse são incontáveis... Citarei algumas: teologia, filosofia, sociologia, cultura, letras, literatura, romance, ficção, idiomas (arranho alguns), história, política, ética, ciências, psicologia, psicanálise, psiquiatria, direito etc.
Óbvio tenho ídolos, ou melhor, possuo um ídolo só: Jesus, o Cristo. Agora admiro muita gente. Todos que possuem valores a agregar. Que amam. Que pensam. Que fazem algo acontecer. Heróis. Pensadores. Poetas. Artistas. Gente que já tive a honra de conhecer nesse meu tempo aqui na vida.
Países preferidos: Israel, África (o Continente) e Brasil. Mas eu amo a Terra. Nosso planeta. Sem xenofobia. Nem hipocrisia. Amo cada canto desse mundo onde a vida pulsa. Viagens são sonhos de consumo indeléveis. Vamos tirar o Pólo Norte e o Pólo Sul. O resto me atrai muito.
Um dos meus maiores segredos: sou uma "vampira". Completamente noturna. Durmo durante o dia e produzo à noite. Como agora. Eu amo o silêncio da noite. Ele me trás paz. Só que ele pode e deve ser quebrado, por sons da natureza e também por canções. Por falar nessa arte, me declaro eclética. Mas possuo limites. Porcaria não entra em meu repertório. Evitarei processos, não citando as "pérolas" cultivadas em meu país... Minha região... Meu estado. Possuo um gosto variado, sem preconceito (odeio mentiras, tenho preconceito musical sim), mas garimpando (pense num trabalho árduo aqui por essas bandas). Tolerância zero para certas "composições". Tem coisa que até para o LIXO é uma desonra receber. Quando não existe possibilidade de audição é complicado. Me afasto de ambientes, e também de pessoas, por conta do repertório. Agora não dou uma de pernóstica dizendo que só escuto música clássica e erudita. Eu as escuto também. Nem todas me agradam. Canções internacionais me cativam mais. Incontáveis artistas, bandas, repertórios, países... Na pátria: MPB (nem todas), românticas (não bregas), rock (suave), sertanejas (peneiradas), gospel (garimpadas e passadas na fornalha), reggae (muitos), algumas cantigas do tempo dos avós e etc e tal. Dançar, amo. Sozinha. Escondida mais especificamente. Ou melhor, tenho plateia (público restrito e cativo): meu maskote. Ele adora me ver dançando. Coisa cada vez mais rara. Infelizmente, claro. Como ele é inteligente (por sinal, muito mais do que muita gente que conheço - falo sério), acredito que pensa assim: "Hoje ela está feliz.". Daí também entra no ritmo abanando o toco de cauda e latindo no embalo da canção. Nesses dias não existe nem necessidade de psicotrópicos. Só chocolates, já que homem-Homem está cada vez mais em extinção. Não sou eu dizendo. São estatísticas. Em ocasiões especiais rola até um champangne (sou "enochata") ou um vinho (me refiro aos outros, como rosé, que prefiro tomar puro, ou com alguns petiscos, porque tintos e brancos só para acompanhar refeições). Mas nada de homem-Homem ultimamente. Isso já está deveras me incomodando. Preciso tomar uma providência, porque chocolates engordam, bebidas alcoólicas viciam e "rive" causa dependência. Só não sei como irei resolver o PROBLEMA.
Nos últimos tempos a internet tornou-se uma companheira, praticamente, inseparável. Mas sabe aquela "amiguinha" que seus pais dizem: "Não quero você andando com ela, porque ela é uma péssima influência.". Você sabe que, no fundo, eles têm razão, mas insiste em tê-la por perto. Se sábio, com moderação. O erro ensina mais que os acertos. Isso porque dói. Esquecemos alegrias. Dores nunca. Deixam cicatrizes. A danada é uma floresta perigosa. Cheia de armadilhas. Você precisa saber se proteger dos abismos que encontra ao desbravá-la.
Acredito que me revelei um pouco e cumpri o prometido, nessas linhas. Desse jeito o blog vira o diário da Anna Mattos. Meu terapeuta acha interessante que eu faça isso por aqui. Por falar nisso, sempre tive diários desde a adolescência, até o dia que descobri que haviam sido violados pela curiosidade mórbida de um familiar. Fiquei enfurecida. Ainda insisti. Comecei a escrever em códigos que só eu conseguia decifrar. O tempo passou. Nem mesmo eu conseguia mais decodificar os meus diários. Destino deles? O fogo! Já com minha auto-biografia foi mais confortável: apertei a tecla delete. As 396 páginas do meu livro, imediatamente, sumiram. Sem fumaça! Sem fumaça?

Anna Mattos.

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