quarta-feira, 29 de julho de 2015

Adeus Breno...



Hoje faríamos dois anos de relacionamento se ainda estivéssemos juntos... nos conhecemos há três anos... descobri que não sou a mulher inteligente que sempre achei ser... dei muitos murros na ponta da mesma faca... quanto mais eu sangrava, mais insistia... tinha que ser você... afinal, depois de dois casamentos e dois divórcios, acreditei que seria para a vida inteira... imaginei ter encontrado "o" amor... quanto engano... quanta perda de tempo... quanta desilusão... como já disse, em outra ocasião, eu não sou a deusa do fogo para derreter um iceberg de tamanha magnitude... você é o egocentrismo em pessoa... seu egoísmo me choca... sugou a minha energia... levou anos de minha vida... me sinto usada e abusada... não houve briga... não houve traição... só indiferença... um tanto fez... um tanto faz... tive dias frios e noites escuras com você... quase perdi a razão inúmeras vezes... meus familiares e amigos já não aguentavam mais a "novela mexicana" interminável... foram rios de lágrimas... muitos "rives" e reveses... eu também já não aguentava tanta gente me dando conselhos... meu analista quase desistiu de mim... eu quase também desisto... entendo as suas dores e os seus desamores... mas você nunca entendeu nada meu... até hoje não sabe a minha cor favorita... o meu tipo de música predileta... os poemas que mais me encantam... sei tudo sobre você... sou conhecedora de coisas que nem tu sabes... mas isso, para ti, não tem nenhuma importância... você nunca amou ninguém além de você mesmo... seus vícios só servem para livrá-lo da culpa de saber-se tão infeliz... nós nascemos para amar, e quando não empreendemos energia alguma nesse feito ficamos ocos... o mundo não é um mercado de barganhas... suas migalhas de atenção nunca foram o suficiente para saciarem minha sede e fome de amor... sou uma força da natureza, mas contigo fui apenas um vulcão adormecido... um lago seco... uma árvore peca... sem flores... sem frutos... você teve ao seu lado uma mulher por inteira e a transformou em um espectro de nada... talvez um zumbi... um fantasma... me sinto morta... enterrada em vida... de você não quero nem mais a lembrança... vou apagá-lo de minha vida... deletá-lo... nem vazio você deixou... porque nunca estava lá quando eu precisava... já eu... não estou aqui para cobrar nada... porque sei que você nada tem para oferecer... mas uma coisa eu sei: você nunca vai me esquecer... porque não existem tantas "anas" por aí... Adeus.

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