quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Manifestação Contra o PT em Salvador - Bahia no dia 15.11.2014.


Sábado, 15 de novembro de 2014. Dia em que comemora-se a Proclamação da República no Brasil. Acordei cedo, já motivada e decidida a ir para a manifestação na capital do meu estado. Medo? Claro! Só quem não o tem são os tolos. Coragem? Óbvio! A coragem consiste em dominar o medo e não deixar que ele nos paralise. Resolvi ir até o Farol da Barra (onde seria a manifestação) usando o transporte coletivo. Para me deslocar até lá, precisaria de dois ônibus. O primeiro foi fácil. O segundo quase impossível. Por que a dificuldade? Porque haveria a manifestação! Os bus para chegar até o local se recusavam a parar nos pontos para mim. Eu acenava com a mão, os motoristas me olhavam e, voluntariamente, viravam o rosto e passavam direto ignorando-me. Afinal, o destino deles seria o local onde haveria o evento das "elites brancas". Minha imagem me denunciou?! Tive que pegar uma outra linha que me levaria até uma localidade, próxima, onde faria o resto do percurso a pé. Ao comentar o ocorrido com o trocador, ele deu um sorriso irônico como quem já sabia que não seria fácil os transportes ideais pararem para mim, supostamente, para dificultar meu acesso ao local. Tentou me convencer a descer para continuar esperando a linha ideal, mas eu fui firme e agradeci dizendo que andar não seria nenhum problema. Pior que seria. Meu tênis Fila, embora novo (por ter sido usado meia dúzia de vezes) não suportou o trajeto e soltou as borrachas do solado. Viva as grandes marcas, não por esnobismo, mas porque quando pagamos mais caro por um produto (não generalizando) está embutido a qualidade com que ele é feito e havia uma proteção extra que não impediu a minha caminhada. "MINHA CAMINHADA"... Me assustei quando avistei o local. Não havia um oásis depois do deserto ultrapassado. Tudo normal no país do CARNAVAL. As pessoas estavam curtindo o feriado na praia, nos bares, nos restaurante, nos flates, nos hotéis etc como se fosse um dia como outro qualquer. Levei um susto. Quando cheguei ao local me alegrei, porque avistei um grupo reunido, para logo em seguida sentir uma profunda decepção. Duas mulheres que estavam lá, acompanhando os filhos adolescentes, me informaram que não sabiam de manifestação alguma, exceto o evento organizado, segundo elas, pela "Paris Filmes", para um trabalho em todos os estados do país sobre a prévia do filme "Jogos Vorazes" (continuação). Senti vontade me me lançar ao mar, mas me contive. Dizem que a esperança não morre. Eu estava disposta a fazer a manifestação sozinha. Depois de tantas intempéries eu não iria voltar para casa chorando como uma criança. Fiquei aguardando "de camarote" o desenrolar dos acontecimentos. Quando avistei a bandeira do Brasil nas mãos do "Tony" foi como se o mundo ainda tivesse jeito. Me aproximei e deixei que eles pensassem que eu fui a 5ª pessoa a chegar ao local. Dois casais estavam lá. Unidos pelos laços do amor à Pátria e aos seus parceiros respectivamente. Nos apresentamos e eu não sabia se era para chorar ou rir. Eu, nordestina, nascida no interior da Bahia e domiciliada em Salvador. Eles, nascidos em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Onde estava o povo da minha região? Provavelmente na praia se dourando ao sol! Disfarcei o constrangimento e logo travamos um bate-papo sobre política etc. O Brasil é um. Somos brasileiros. Aqueles dois casais, completamente estranhos, foram de uma generosidade comigo sem precedentes. De início a esposa do Tony se preocupou se eu havia usado o bloqueador solar, o sol estava castigando, daí informei que usei um com filtro 50 e agradeci. Para nossa felicidade, as pessoas começaram a chegar e se entrosar. Bastaram minutos e já éramos irmãos. Nos cumprimentávamos mutuamente e os sorrisos eram iluminados apesar da revolta pela corrupção e desgoverno em nossa pátria. Uns ofereciam água aos outros e poucos trouxeram muitos cartazes para quase todos presentes. Nós contamos cem pessoas ou mais um pouco. Fizemos barulho. Pedimos justiça. Fomos agredidos verbalmente por petistas que estavam no local, mas que não acharam revide de nossa parte exceto o grito: "Você aí parado, também é roubado... você aí parado, também é roubado"... "A nossa bandeira, jamais será vermelha"... "Fora PT... Fora Dilma... Fora Lula... Fora corrupção"... "Abaixo mensalão, abaixo petrolão"... "Devolvam o Brasil"... "O Brasil não será Cuba"... "Abaixo a censura"... "Ninguém vai rasgar nossa Constituição"... etc. Fizemos uma caminhada pacífica, colorida e patriótica debaixo de vaias e xingamentos, por parte de alguns, mas também contamos com a simpatia de muitos que passavam. A vergonha os impedia de acompanhar-nos ou coisa muito pior (medo de retaliações do atual governo). O medo impera em nosso país. Não podemos deixar ele nos paralisar. Muita gente votou sob coação (com medo da perda de benefícios) ou por puro egoísmo (com medo da perda de regalias). Dos primeiros tenho pena, já dos segundos tenho nojo. Brasil: país de todos. De todo tipo de gente, de todo tipo de índole, de todo tipo de eleitor também. Serei otimista. Vou esperar que o Brasil acorde e não continue sendo um "gigante... adormecido em berço esplêndido... eternamente...". Fiz excelentes amizades nesse evento. Gente que se importa com o país e com o próximo, mesmo que esse seja um alienado ou um analfabeto de fato ou funcional. Não queremos prejudicar ninguém. Só não queremos a destruição do nosso país, a desfragmentação da família, da ética, da moral, dos costumes, o aborto, a legalização das drogas, a erotização das nossas crianças em nossas escolas, a discriminação da religião, a falta de liberdade de expressão, a falta de liberdade na mídia, dentre outras tantas aberrações, Queremos DEMOCRACIA. Queremos LIBERDADE... Queremos JUSTIÇA... Queremos VERDADE... Queremos ORDEM E PROGRESSO... Queremos PAZ... Queremos AMOR... 

Ana Karina.









Saindo de casa...



Manifestação:





































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