sábado, 4 de fevereiro de 2012

O que você tem semeado e o que você tem ceifado?

"E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará." 2 Coríntios 9:6 O que nós temos semeado e o que nós temos ceifado? Pergunta inquietante que nos tira do lugar comum e nos leva a uma auto-crítica nunca totalmente satisfatória (para os que semeiam e ceifam AMOR) e completamente ameaçadora (para os que semeiam vento e ceifam tempestade). Será que é assim mesmo? Jesus Cristo semeou o AMOR e colheu uma morte na cruz. Eu tenho semeado o AMOR e tenho colhido ódio. Nem sempre as coisas são o que parecem. A vida é cheia de curvas perigosas e em cada uma delas existe um perigo a nos espreitar. Às vezes esse perigo é externo e às vezes esse perigo é interno. Muitas vezes os nossos principais inimigos estão dentro de nós e não no mundo secular. Porém, os nossos inimigos interiores são piores do que os nossos inimigos exteriores. Como isso? Vc pode ser o seu pior inimigo. Tudo vai do que você cultiva em seu coração. Quais são os sentimentos que o move? Quais são os interesses que o motiva? Do coração procede vida e morte. Quanto a quantidade, isso é muito relativo. Eu, por exemplo, gosto muito mais de presentear do que ser presenteada. O valor das coisas é relativo. Vc pode ganhar um colar de rubi, autêntico, mas o fato de você não gostar de vermelho pode te causar uma insatisfação. Já se você recebesse um colar de bijouteria com uma ametista, falsificada, você ficaria esfuziante porque lilás é a sua cor preferida. Mas isso só acontece se você tiver um coração "humanamente humano". Explicando melhor: na maioria das vezes às pessoas só valorizam as coisas pelo seu valor material ($$$$), na minoria das vezes as pessoas só valorizam às coisas pelo seu valor sentimental. No mundo de hoje, haverá algum hipócrita que terá a coragem de discordar que hoje em dia é assim? Vale-se o que se tem e não o que se é. Tudo é feito na base da troca, da barganha, do interesse. Até familiares e amigos são selecionados como os que podem e os que não podem acrescentar. Triste mundo! Onde o dinheiro dita as regras e não o AMOR. Onde não se cumprimenta mais quem passa por você com um bom dia, um boa tarde e um boa noite, que pode fazer toda a diferença na vida de um transeunte. Pouco importa se não me responderem ao cumprimento (isso acontece algumas vezes), vou continuar cumprimentando estranhos que passam por mim, pelo simples fato de saber que aquele singelo cumprimento pode dissuadí-lo de uma idéia fixa de suicídio, por exemplo. Se der 1.000 cumprimentos e 900 não forem retribuidos, mas apenas um tiver feito a diferença na vida de um estranho, vou entender que semeei muito e colhi muito mais ainda. Isso mesmo 1 em 1.000. Nem sempre o pouco é pouco e nem sempre o muito é muito. Porque se eu me deixasse derrotar pelos 900 cumprimentos não respondidos eu não daria o número 1.000 que fora justamente o que fizera toda a diferença. Reflitamos no que é pouco e muito para nós. Amemos sem limites. Usemos outro tipo de balança para pesar as coisas intangíveis, porque as tangíveis são pesadas em balanças que podem estar adulteradas. Que DEUS os abençoe! Anna Mattos.

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