domingo, 12 de fevereiro de 2012

A morte de Estêvão e a minha birra com DEUS

"E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele.

Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;

E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.

Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele.

E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo.

E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.

E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu."

Atos 7:54-60



O que a morte do mártir Estêvão tem a ver com a birra de uma mulher comum do século XXI?



Aparentemente, pode até soar como pretencioso de minha parte comparar-me com o irmão Estêvão. O mesmo, morreu apedrejado em um linchamento, por ser seguidor de Jesus Cristo, fato esse registrado no livro de Atos dos Apóstolos na Bíblia. A turba enfurecida era respaldada por Saulo, o apóstolo Paulo, que escreveu grande parte do Novo Testamento através das suas epístolas, ou cartas, evidentemente membro do Sinédrio(1) nessa época. Naquele momento, ele jamais poderia sequer imaginar que a perseguição da qual ele fora incubido, e que, tudo indica, fazia com um gosto mórbido devido a sua religiosidade, que o fazia julgar-se muito justo, tornar-se-ia contra ele um dia e o caçador viraria a caça. Pulemos mais ou menos dois mil anos e cheguemos ao nosso 2012. Viagem supersônica ou supersónica(2). Tem apenas um mês e doze dias que comecei com esse blog, através do qual cumpro um chamado de DEUS em minha vida, do qual fugi por um longo tempo (Jonas foi sortudo, fugiu apenas por um breve tempo, eu, por anos). Olha eu, sem querer, querendo, novamente, ser interpretada como pretenciosa, ao comparar-me com um profeta de tal magnitude e notório destaque bíblico. Deixemos os floreios, infelizmente, intrínsecos a pessoas prolixas como eu e vamos direto ao fato: a minha birra com DEUS. Desde que comecei a cumprir esse chamado, que sou xingada, amaldiçoada, chamada de criminosa, agredida com insultos, dos mais diversificados (desde os que atingem a minha capacidade cognitiva como teóloga, até os que colocam a minha crença em prova como seguidora de Jesus Cristo ou cristã, como queiram), culminando em algumas ameaças de morte que abragem também meus familiares próximos. Ou seja, se estivesse dizendo o que tenho dito nas Redes Socias em uma praça, eu já era, como Estévão. Não duvidem. Quero esclarecer que não vou fazer esse chamado nas praças de minha cidade, porque ele foi específico para ser feito através das Redes Sociais. Meu blog, no primeiro mês de vida, ultrapassou as barreiras nacionais e está sendo lido nos EUA, na Rússia, na Alemanha, no Peru etc. Acho que através da tecnologia alcanço um público maior que o das praças de minha cidade e ganho mais tempo de vida até, talvez, uma morte semelhante a do querido irmão Estêvão. Se estou com medo? Inexplicavelmente, eu que tenho algumas fobias, sendo a pior dentre elas o medo de baratas, não, eu não estou com medo algum. Olha eu me distanciando do fato novamente. Desculpem-me. Entrei no meu quarto, me tranquei, depois de um longo dia sendo afrontada e maltratada, literalmente, na net, só por pregar a Palavra de DEUS da maneira que Ele mandou. Me ajoelhei e comecei a chorar e resmungar com DEUS (nem posso chamar aquilo de oração, por isso uso o termo "birra"), mais ou menos assim: Senhor, dura coisa me pedistes! Não vou suportar. Agora entendo porque fugi durante tanto tempo. Escolhestes a pessoa errada. Sou sensível e melindrosa, mas ao mesmo tempo, sou mimada e voluntariosa, sei manejar as palavras com precisão e dureza e, às vezes, elas podem ferir mais que uma facada. (Sou uma mistura de chocolate com pimenta. Entendem?). Chorei compulsivamente até enxarcar os lençõis da cama, pedindo: me tira dessa, por favor! Ao acalmar-me um pouco abri a Bíblia aleatoreamente, li o texto, extremeci e levantei outra mulher. DEUS não é prolixo, como eu, é direto. Me disse: filha, eles não estão xingando, amaldiçoando, agredindo, insultando e ameaçando você, mas a MIM. A você cabe AMÁ-LOS, o resto, deixa comigo. Logo, vocês terão que me aguentar por aqui mais algum tempo, não sei quanto, mas eu não vou desobedecer ao meu CHEFE: DEUS. Parafraseando: vocês vão ter que me engolir! Tenham uma excelente semana!!! Shalom Adonai!!!!!!!



Notas (Fonte: Wikipédia):



1. O Sanhedrin ou Sinédrio (do hebraico סנהדרין ‎; συνέδριον synedrion, em grego, "assembléia sentada", donde "assembléia") é o nome dado à associação de 23 juízes que a Lei judaica ordena existir em cada cidade. O Grande Sanhedrin era uma assembléia de juízes judeus que constituía a corte e legislativo supremos da antiga Israel. O Grande Sinédrio incluía um chefe ou príncipe (Nasi), um sumo-sacerdote (Cohen Gadol), um Av Beit Din (o segundo membro em importância) e outros 69 integrantes que se sentavam em semi-círculo. Antes da destruição de Jerusalém em 70 d.C., o Grande Sinédrio reunia-se no Templo durante o dia, exceto antes dos festivais e do Sábado. O Sanhedrin foi dissolvido em 358 d.C., e desde então diversas tentativas de restabelecimento foram tentadas. Em Outubro de 2004, um grupo de rabinos representantes de diversas comunidades de Israel reestabeleceram o Sanhedrin. Grande Sinédrio e Sinédrio Menor: o Talmud identifica duas classes de cortes de rabinos chamadas Sinédrio, o Grande Sinédrio e o Sinédrio Menor. Cada cidade poderia ter seu próprio Sinédrio Menor de 23 juízes, mas poderia haver somente um Grande Sinédrio de 71 juízes, que também funcionava como Suprema Corte, julgando apelações dos casos dos Sinédrios Menores.


2. A velocidade supersónicaPE ou supersônicaPB se refere a qualquer velocidade acima da velocidade do som, que é aproximadamente 343 m/s (ou 761 mph, ou 1255 km/h ao nível das águas do mar). Muitos caças são supersónicos. O Concorde foi um avião civil supersónico, de transporte de passageiros. Porém, desde o seu vôo de retirada a 26 de Novembro de 2003, deixaram de existir aviões civis supersónicos em serviço. Velocidades acima das 5 vezes a velocidade do som são muitas vezes referidas como hipersónicas. Chuck Yeager foi o primeiro homem a quebrar a barreira do som num vôo nivelado a 14 de Outubro de 1947, voando o protótipo experimental Bell X-1 a Mach 1 a uma altitude de 45,000 pés (13.7 km). Uma equipe liderada por Richard Noble e o condutor Andy Green tornaram este último o primeiro homem a quebrar a barreira do som num veículo a 15 de Outubro de 1997, quase exatamente 50 anos depois do vôo de Yeager. Hans Guido Mutke alegou ter quebrado a barreira do som antes de Yeager, a 9 de Abril de 1945 num Messerschmitt Me 262. Porém, esta alegação é controversa e carece de fundamento científico.

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