sábado, 26 de novembro de 2016

O Desamor...




Ele nunca se apresenta no começo
Ele pensa ser amor algum tempo
Ele nunca se dá conta de quando surge (ou sofre a mutação)
Ele tenta ser engano, por desespero da ânsia de amar.

Ele devasta o jardim, outrora florido
Ele desertifica a terra onde floresce
Ele destrói sonhos e projetos de vida
Ele dilui quimeras e votos de felicidades sempre eternas.

O desamor anuncia a tempestade ao longe
O desamor prenuncia a morte do amor
O desamor sentencia a perda, a dor.

O desamor jamais é esperado, ou desejado
O desamor nem sempre chega acompanhado (o que abala um dos lados)
O desamor nunca deixa rastros perfumados, ele sufoca, ele esmaga.

Anna Mattos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Preto no Branco - Ninguém Explica Deus...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A Sombra de Mim...




Se fui ou se não fui
Já não sei mais
Hoje sou apenas a sombra do que porventura tenha sido um dia
Amanhã talvez serei o que jamais planejei ser.

A vida me é muito pesada
Já se passaram quatro décadas e ainda não me descobri
O desejo de ser me sufoca, me esmaga
Se entre nascer e morrer existe um sentido preciso descobrir.

A luz me fascina, mas procuro a escuridão que acalenta meu coração
A alegria me encanta, mas meu refúgio é na tristeza que cala meu choro
A companhia me seduz, mas busco a solidão que embala meu sono.

O dia me mete medo, a noite me trás alento, talvez esperança
O apelo pela "normalidade" me fecha como "ostra" em meio à multidão
O passado tem me escravizado, o futuro tenta me enganar, por isso sou, dolorosamente, a sombra de mim.

Anna Mattos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Quando tudo perder o sentido... só existem duas escolhas: morrer ou viver.




Quando tudo for noite... espere o dia nascer
Quando tudo for dor... espere o remédio chegar
Quando tudo for pesadelo... espere o sono, para poder sonhar
Quando tudo for vazio... espere o momento, para poder ter.

Quando tudo for trevas... espere a luz acender
Quando tudo for agonia... espere o sossego chegar
Quando tudo for cinza... espere a paleta de cores, para poder pintar
Quando tudo for barulho... espere o silêncio, para poder ser.

Quando tudo ficar sem graça... espere a alegria chegar
Quando tudo for apenas desilusões... espere o lúdico acontecer
Quando tudo levar às lágrimas... espere o sorriso desabrochar.

Quando tudo deixar de importar... espere a felicidade chegar
Quando tudo for somente saudade... espere o novo aparecer
Quando tudo perder o sentido... só existem duas escolhas: morrer ou viver.

Anna Mattos.

P.S.: Isso é só entre você e DEUS. Te desejo sorte para fazer a escolha certa.

domingo, 21 de agosto de 2016

Andar ou não andar?!



Andar ou não andar implica em eu ficar ou ir, parar ou seguir, paralisar ou prosseguir...
Se eu fico, eu não vou...
Se eu paro, eu não sigo...
Se eu paralisar meus passos, eu não prossigo.

A vida nos obriga a andar...
Se eu não for, vou ficar...
Se eu não seguir, vou parar...
Se eu não prosseguir, vou paralisar meus passos.

O medo nos impede de andar, ir, seguir, prosseguir...
O destemor nos impele a andar, ir, seguir, prosseguir...
Entre o medo e o destemor está o andar e o não andar.

O medo nos impele a ficar, parar, paralisar...
O destemor nos impede de ficar, parar, paralisar...
Entre o medo e o destemor está a morte e a vida sempre.

Anna Mattos.

Meu companheiro de todos os momentos é fiel...



Que DEUS me perdoe se eu estiver pecando... mas esse bicho de estimação tem muito mais valor para mim do que muita gente que tive o 'DES'prazer de conhecer nessa minha vida... se eu sou amada de forma sincera é por esse animalzinho aí.

Meio depressiva,

Anna Mattos.

Adele - Send My Love (To Your New Lover)

domingo, 20 de março de 2016

Sete Dias...





O encontro fora casual...
O sol e a lua...
O inusitado às vezes acontece...
O eclipse é raro e belo.

Não havia nenhuma intenção...
Ele: simpático e gentil...
Ela: romântica e afável...
Eles nem se conheceram.

Sete dias de sonho, fantasia, risos...
Ele a cativou instintivamente...
Ela estava melancólica e ele era a alegria em todo seu esplendor.

Sete dias sem falar da vida real...
Às vezes o lúdico se torna o lugar de conforto...
Ao final, lágrimas para regar a semente de uma grande desilusão.

Anna Mattos.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Meu Pai...




Ele fora um homem muito belo e desejável,
Possuindo um belo par de olhos azuis e cabelos loiros,
Faz o tipo que agrada a muitas mulheres,
Prefiro os latinos de olhos e cabelos negros como a escura noite.

Ele fora um homem alto, forte e errante,
Possuindo uma sina amarga como a verde erva no campo,
É o primogênito... traumatizado me traumatizou,
Perdoei o menino que tentaram abortar, mas nasceu, para sofrer com a rejeição, a falta de atenção, a falta de amor da sua genitora e o ambiente inóspito que o levou cedo aos vícios.

Ele é um homem marcado, sofrido,
Possui o que chamam de sorte,
É o bambu que enverga, mas não quebra,
Privilegiado com o amor da minha mãe, foi um tolo em optar pela boemia, pelas noites nos bares, nos prostíbulos, na ilusão.

Construiu, junto com seu genitor, uma fazenda produtiva, mas dela nunca gozou os frutos, as flores, tampouco reconhecimento,
Sempre vagando, sempre penando, sempre forasteiro,
Me fez chorar rios de lágrimas,
Não o odeio, o amo, é imperfeito, frio e distante, mas é meu pai.

Como educador jamais me deu sequer uma palmada,
Só um olhar sério lançado em minha direção me fazia tremer inteira,
Me deu gotas de amor, guardo no coração como tesouro,
Nossa relação é difícil, mas gostaria de tê-lo mais perto.

Com minha mãe casou-se e teve duas filhas, eu sou a primogênita, mas não a predileta,
Sem noção do estrago teve filhos mundo afora,
O melhor presente que dei a ele, um exemplar da Bíblia Sagrada, soube que atirou longe, revoltado, chamando de porcaria,
Não sou DEUS para julgar e exemplar ninguém, mas o mal que me fez sempre tentei pagar com o bem.

As marcas dos traumas estão em mim,
Brigas, gritarias, ciúmes, traições, violência,
Tudo isso me fez ser quem eu sou, imperfeita, mas extremamente humana,
Devo a minha vida aos meus genitores, eles ficaram me devendo amor.

As águas não voltam a correr no mesmo lugar,
Brinquedos e doces não são tudo que crianças precisam,
Tudo passa, a vida sempre segue seu curso,
DEUS abençoe a vida desse homem, que nasceu para ser meu pai.

Anna Mattos.