sábado, 17 de novembro de 2018

Às vezes menina, às vezes mulher...



Às vezes me sinto menina
Às vezes me sinto mulher
Quando menina choro e penso
Quando mulher penso e choro
Nunca sei se menina, se mulher
Apenas sinto.
Sinto calor e frio
Sinto arrepio na pele, por dentro
A dor que não para de doer
A ferida que não para de sangrar
O riso, às vezes, vem sorrateiro
O olho brilha sem nenhum comando
Nunca sei se feliz ou triste
Apenas sinto.
Quando menina sonho e penso
Quando mulher penso e sonho
Nunca sei se vivo, se morro
Apenas sinto.
Sinto cores e sabores e olores
Sinto desejo por dentro, em mim
Nunca sei se luz ou escuridão
Apenas sinto.
O peito sempre sufoca o grito
O tempo se derrama no infinito
A menina cala
A mulher espera
Nunca sei de nada
Apenas sinto.
Às vezes como uma menina...
Às vezes como uma mulher...

Anna Mattos

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Outros jeitos de usar a boca...

"[S]e a tristeza vem
a felicidade também


- tenha paciência".

By Rupi Kaur

Anna Mattos

sábado, 25 de agosto de 2018

A CARTA DO MEU NÃO SUICÍDIO.

Brasília, 25 de agosto de 2018.

Hoje despertei com mais de mil motivos para escrever uma carta de despedida e me suicidar... Novidade?! Lógico que não... Já tentei o suicídio uma dúzia de vezes, sem êxito, e tenho uma coleção dessas cartas... Sempre borradas por lágrimas.
Depressão... Ansiedade... Oito meses sem medicação nem terapia... Problemas de perto e de longe... Me olhei no espelho achando que estava me despedindo de mim mesma... Surpresa... Vislumbrei no fundo do meu olhar algo, completamente, diferente.
Enquanto relato isso choro e sorrio... Sabe quando a gente descobre que, finalmente, cresceu e amadureceu?! Simplesmente senti que aquela menina frágil e cheia de dúvidas se transformou em uma mulher forte e sábia.
Sou alguém muito especial... Por que?! Porque nunca permiti que a sujeira desse mundo me contaminasse... Porque aprendi a perdoar sem a necessidade de quem me fere me pedir perdão... Porque já tive muito e, hoje, mesmo sem ter mais nada, sequer cogitei a possibilidade de me corromper... Porque sempre estive cercada por inúmeros "amigos" em meio ao barulho de risos e, hoje, sozinha consigo desfrutar de uma companhia maravilhosa em meio ao silêncio: a minha.
DEUS?! Sempre esteve presente em minha vida, mas nem sempre fiquei quieta para senti-lo... Quando olho para trás e contemplo os meus "desertos", também avisto as minhas "Terras Prometidas"... Os meus "fundos de poço" me fizeram emergir sempre... O choro foi acalentado... As dores sumiram... As maldades vingadas sem a minha participação... Derrotas revertidas em vitórias... Humilhações punidas com rigor pela lei do retorno.
Fé... Esse é o meu segredo... Se a possuo, logo, para mim, nem morte nem vida poderá separar-me do AMOR de DEUS. Suicidar-me??? Não!!! Vou viver para ver o que ainda virá...

Anna Mattos.

Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?!


31 "Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32 Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
33 Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
34 Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.
35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
36 Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
37 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
38 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
39 Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."
ROMANOS 8.31-39 by Anna Mattos.

QUEM nos separará do amor de Cristo.wmv (???!!!)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O VAZIO QUE FICOU



O vazio que ficou me machuca
A solidão voltou ainda mais dona de mim
Era inverno, mas chegastes como chuva de verão
Invadindo meu silêncio, minha vida e meu coração.

A surpresa me pegou desarmada
O amor, porventura, sorriu para mim?!
Uma esperança adormecida enfim acordara
Então cantei, dancei, sorri...

Calma, moça!
Foi engano!
Um sonho que se tornou pesadelo...
As coisas não são fáceis assim.

Volta para a quietude e a escuridão
Sua sina é sofrer
Até quando?!
Uns têm sorte, já outros não...

Ele alegrou seus dias
E devastou seu jardim
Então enxuga suas lágrimas
E volta à cultivar suas flores.

Cala o teu pranto
Fala onde dói e sobre o vazio que ficou
Vá em frente
Siga teu caminho... triste... só.

Anna Mattos